A “Psicóloga da manhã”


Na psiquiatria tem um mural onde a “TO” coloca os desenhos dos pacientes. Em algum momento passei pelo mural e vi alguns desenhos, mas boa parte não tinha identificação. Enquanto observava perguntei à primeira pessoa que passou por ali de quem eram os desenhos e acabei soltando pra está pessoa o meu entendimento sobre aquelas imagens.

Lembro muito bem até agora como descrevi.

O primeiro desenho, pintado com cores fortes e muito chapado, parecia ser de uma pessoa forte, talvez com muita energia pra gastar.

O segundo, de um rosto com o cérebro aberto e divididoe um olhar melancólico. Um desenho de uma pessoa com dúvidas e dividida, que talvez não se encontrou ainda. Da mesma pessoa um desenho tipo uma pichação dando uma nítida impressão de minimizar o desenho anterior e até de tentar esconder seus sentimentos.

Então…

Estava conversando com. A Psicóloga da manhã. Naquele momento queria ter um buraco no chão pra me esconder de vergonha.

Em outro momento estava eu conversando num grupo, incluindo a “Psicóloga da manhã”, e do nada, assunto puxando assunto estou eu falando da minha história pregressa.

Minha admiração por esta profissional subiu consideravelmente. Ela conseguiu saber mais de mim em simples observações do que em uma consulta.

Não conheço os métodos de abordagens da psicologia, mas me peguei envolvido e soltando coisas que normalmente eu não falaria com um profissional deste tipo.

Tenho por prática confundir mas do que ajudar. Tanto é que que em conversas seguintes, tentei soltar minhas garras fazendo uma pergunta que deixa todo psicólogo meio sem jeito.

Psicologia é ciência?

Questões pra outro artigo.