A Terapeuta Ocupacional “TO”


tonapratica

Ah! A Terapeuta!

Acredito que esta moça seguiu este caminho profissional por vocação, se não fosse terapeuta seria uma irmã carmelita, ou qualquer outra vocação semelhante na religião que você professa.

Ela também me perguntou a frase de ouro.

Anotou tudo em uma ficha e me dispensou

Fui curtir o sol pela primeira vez em dias. Que momento mágico!!! Por alguns estantes esqueci dos problemas para contemplar o mais cotidiano dos momentos mundanos, algo que esquecemos no dia-a-dia.

Raramente conversava com a “TO”, não vou negar, era tedioso, mas entendia seu valor para aquele grupo de pacientes. Pra mim era mais interessante ler um livro ou dormir do que participar de alguma atividade proposta pela nossa terapeuta.

Comecei a prestar mais atenção no seu trabalho quando ela me cedeu uma caneta e algumas folhas quando soube que eu gostava de escrever, ali foi outro momento mágico.

Comecei a tentar entender como era seu trabalho, e praticamente fiz uma entrevista com a “TO” sobre sua função e ela para o bem estar do paciente (eu no caso), me explicou:

Resumindo um “bocado”, o terapeuta ocupacional é formado para estudar e empregar atividades de trabalho e lazer no tratamento de distúrbios físicos, mentais e de desajustes sociais e emocionais.

Ela me contou que a profissão não bifurca diretamente de nenhuma outra área, entretanto absorve disciplinas de outras áreas, como saúde, anatomia, ciências humanas e sociais, biologia e outras correlatas. Na maioria das vezes o terapeuta ocupacional trabalha nas áreas de psiquiatria e deficiência mental e física, mas é possível um terapeuta trabalhar com reabilitação de profissionais em empresas ou atender uma pessoa em particular.

Uma coisa que achei interessante por exemplo, é que, numa empresa um profissional lesionado pode ser reabilitado a exercer sua antiga função ou exercer uma nova a partir do auxílio de um terapeuta ocupacional.

Ela me conta que é possível fazer um trabalho individualizado, obviamente de acordo com a disponibilidade, enfim, naquele local ela tentou me deixar o mais à vontade possível para que eu pudesse fazer algo que gostava e de alguma forma me reintegrando a sociedade.

No meu entendimento não dá para esquecer tudo ao bater o ponto e fazer de conta que nada aconteceu naquele dia.

Era trabalhando um dia e já pensando no dia seguinte, a partir da resposta dos seus “pacientes”. Uma profissão bonita que só gente bonita e de bom coração pode exercer.

Já de antemão peço desculpas se faltou alguma coisa, mas o paciente era eu, e escrevia nos meus momentos de maior lucidez, portanto pode ter faltado algo, mas fica aqui minha singela homenagem a minha “TO” e a todos os profissionais que almejam esta carreira.