O Iniciado – Capítulo III


Numa hora destas é que você torce pra ser um sonho, ouvir o despertador e descobrir que tudo acabou, mas enfim após um beliscão voltei a realidade. O que temos até agora? Um show de mágica, alta tecnologia, viagens entre portais e um monte de poderes extra-sensoriais. É tão decepcionante, afinal tudo isso já foi contado em filmes e livros, nem um best seller tenho nas mãos com esta história toda, por agora é muito frustrante.
Passados mais alguns minutos de devaneio Julius retorna.
– Bom já está tudo ajeitado. Pegue este dispositivo e o segure com uma das mãos por alguns segundos. –Julius me entrega uma esfera e ao segurar sinto um leve aquecimento da esfera e envolve minha mão aaté a altura do pulso, uns vinte segundos depois, o dispositivo se desfaz em fumaça. – Agora você está devidamente cadastrado em nosso sistema e poderá andar pelo campus sem maiores problemas, inclusive voltar para casa, mas por favor, só o use quando estiver devidamente instruído sobre o assunto.
– E quando será isso. Pergunto ansioso.
– Breve. Conclui Julius.
– Não se avexe comigo, aprendi algumas linhas de comando e vou respeita-las, estou muito ansioso sobre tudo isso, por agora, sem rebeldias.
-Fico Feliz, não se preocupe que o treinamento é bem light, nada de coisas complexas, os dados serão disponibilizados pelo Tgoo enquanto ele se integra ao seu organismo pelas nanomáquinas de interface, o dispositivo que instalei agora a pouco. Vamos para o alojamento, conhecer um pouco do que é Sibélius Warvhi e nossa república onde ficam nossos aposentos.
-Qual o nome da nossa república?
-Legião do dragão prateado, na nossa ordem meu cargo é de um centurião, por isso o elmo, mas é tipo uma brincadeira, o cargo não.
– E o restante da vestimenta?
– A túnica é o uniforme especial do grupo, o restante como o gorjal e a malha são para as viagens, você já está configurado com nossas vestes, no caso pelo seu nível, como legionário. A proprósito depois apresentaremos você as outras republicas.
– Esta coisa de república é tipo uma brincadeira?
-De certa forma sim, em função da pressão os guardiões permitiram as republicas para desestressar e organizar melhor as personalidades de cada grupo.
-Posso saber o porquê agora faço parte de uma república de uma espécie de universidade em outro universo ou seja lá o que for?
-Sim.
-Aleluia. Gritei Aliviado. – O que?
-Você tinha qualidades para conhecer isto aqui. – Julius dá uma volta em torno de si. – Os Guardiões iam te transmutar, quando soube montei um esquema para te permitisse voltar para casa depois, infligi algumas regras, mas você tá aqui, vivo e saudável, contrariando algumas expectativas.
-Transmutar?
– Sim, Você iria morrer em nosso mundo e só poderia voltar como dizem por lá em espírito.
– Você não morreu, e ai, como você veio parar aqui?
-Por um sonho. Num método semelhante ao teu porem dentro dos tramites corretos. Uma pessoa com vinculo muito forte na terra que já esteja aqui pode transporta-lo através de um sono daí você instala o Tgoo e pode caminhar entre os mundos pelos portais. Este vinculo pode ser de uma pessoa já morta por exemplo que após sua morte veio pra cá, é um método arriscado e a maioria morre na passagem, pois o vínculo tem que ser muito forte, por isso que transmutar e o processo mais usado.
-Entendi, seria um fantasma, maneiro, a única coisa que não acreditava. E qual a minha missão aqui.
-Não sei ainda, cometi algumas inflações para te trazer aqui sem sua transmutação, por isso devo sofrer algumas penalidades e ficar off alguns dias, mas os anciões amanhã te darão as boas vindas amanhã. – Enquanto conversávamos comecei a reparar no local, estávamos numa praça com um prisma no centro e a minha volta quatro prédios que Julius sem delongas me apresentou um a um. – A sua frente à esquerda, o nosso prédio, a direita republica dos Rebeldes de Darth Vader, seguindo mais à direita, os miçangueiros, mais a direita Os Nerds e finalizamos voltando ao nosso prédio, siga-me por favor mostrarei seu quarto e seus pertences.
-Demorou.
Ao entrar no prédio parecia uma recepção de prédio de um hotel, uma área ampla com um pequeno mezanino ao centro e a direita uma área de convivência com um jogo de sofás e numa mesa de centro um projetor holográfico e alguns integrantes interagiam com as imagens parecendo um jogo. Ao perceberem minha presença desligaram o dispositivo e vieram em minha direção, passaram por mim direto e todos começaram a cumprimentar Julius, após a cena icônica ai sim começaram a me cumprimentar.
-Seja bem-vindo o cara do século. Disse um rapaz de meia estatura vestido de legionário. -Obrigado por escolher nosso grupo.
-Quem? Eu? Não escolhi nada não, meu colega.
Julius pede calma ao povo e explica que eu não passei pelo processo de escolha, simplesmente fui imposto ao grupo por vínculo e um “oh” geral ecoou pelo ambiente.
-Vínculo com quem? -Perguntou o colega.
-Comigo. Exclamou Julius. – O nome do nosso novo colega de grupo é Marcus vão perceber que se não tiver, terão que colocar uma interrogação na tag dele, nunca vimais curioso que este peste, tome cuidado.
– Obrigado pela parte que me toca. – Agradeci sarcasticamente.
Julius me explica que ao todo são 35 legionários, 25 em missões no momento, 5 descansando e os aqui presentes são o Tigo, Vinus, Cícero, Jardel, e eu, somado agora a você.
-Nosso grupo é menor em tamanho, todavia é o que tem mais experiência de campo, a maioria estão em treinamento e não pode sair em missões.
-Se não for perguntar demais, como o melhor ficou menor?
-Depois de um acidente que matou 20% do nosso pessoal. – Respondeu Vinus.
-Cala a boca desgraçado- vocifera Cícero.
Ahan! Foi a única coisa proferida pelos meus lábios naquele momento não muito amável.
-Por isso que tiramos você de sua vida, precisávamos de ajuda – Comentou Julius- Tenho que ir agora na central de controle devolver o controle duplo de transporte e torcer para pegar uma pena leve. O Cícero se mostrou a melhor pessoa para te mostrar o restante do ambiente e seus aposentos e só por desencargo de consciência quem falar mais que a boca na minha ausência, sofrerá penas no conselho mensal dos grupos, não tenha dúvida disso, isso não é uma ameaça, é só um breve aviso, alerte os outros pelo TGOO.
Perguntar o que era TGOO naquela altura já seria perda de tempo. Argumentei com Cícero meu novo companheiro, o que faríamos pois o cansaço já batia forte então meu novo amigo informa que deixará descansar da viagem em meu aposento, o problema é que não vi nenhuma porta e o prédio não me pareceu pequeno por fora.
-É o seguinte, te orientarei como usar seus novos dons, uns deles é o transporte a curta distância, não se alarme, você não morrerá toda vez que for transportado, isto é mito, segundo, só funciona dentro do prédio, nos outros, a criptografia é diferente, obviamente, você não terá acesso, ok?
– Sim- Confirmei com a cabeça à Cícero.
-O processo é simples, é só pensar no seu aposento e você estará nele. – Ok. Confirmo com a cabeça novamente. – Só espere eu terminar a explicação por gentileza seu asno. Conclui Cícero já em meu aposento. – já que estamos aqui, você terá um período de descanso e será transportado à sala de reunião assim que puder, durma e não pensa em besteiras, lembra do lema da homem aranha? Boa noite. Encerrou Cícero e sumiu.
Comtemplei meu quarto, não tinha porta, mas era tudo o que sonhava pra um quarto. Sentei numa mesa naveguei umas horas pela internet no notebook sem perceber que estava no facebook, sem me atentar que estava em outro lugar no espaço tempo, mas na hora nem me toquei pela situação. Depois de uns bons minutos bateu um sono e já estava na cama dormindo e sonhando com uma espécie de treinamento relâmpago de idiomas, a consciência se esvaiu um negro absoluto se impôs por um tempo e por fim acordei.
Me senti alimentado, não tinha fome, meu desejo naquele momento foi fazer um tracerouter pra saber como acessar a internet ali, mas fui transportado para a sala de reunião do grupo.
– Um tracerouter né Marcus? – Comentou Julius
-Não está preso? – Desafiei-o ironicamente.