A es’Cola e a vida


Este artigo foi sugerido pela Sandra Simões, enfermeira do Caps onde tenho atendimento.

Sandra estava preocupada com uma prova que fará em alguns dias após a publicação deste artigo e alguém sugeriu fazer uma cola. Conversa vai e então surgiu a ideia de trabalhar o assunto.

A cola começa a aparecer na idade média, do estudante, obviamente, criando praticamente uma matéria extra curricular extremamente concorrida entre os adolescentes.

Para que exista uma cola são necessários dois tipos de alunos, os bons e os medianos, isto ocorre porque os péssimos alunos nem com cola tem jeito e os ótimos não estão nem aí pro assunto.

Os bons alunos, suscetíveis a opressão psicológica, física ou sentimental são os fornecedores da matéria prima, os medianos são os receptores.

Entre os alunos medianos uma pequena parcela, cria suas próprias colas, o que gera duas situações sui generis,  uma delas é que ao estudar e condensar a matéria para as suas colas acaba compreendendo o assunto e não as usa, ficando até com notas melhores que os gênios da primeira fila, o outro também acaba aprendendo ao criar suas colas e raramente precisa delas, mas cola mesmo assim só pela emoção.

Mesmo sendo uma fraude a cola é uma arte a ser respeitada, e os professores os reconhecem, afinal todo professor já foi aluno um dia, e, se ele pega um aluno colando é porque a cola ofendeu sua inteligência.

Uma cola bem feita é muito valorizada.

Em nota  o MEC informa:

O Ministerio da Educação adverte:

Opiniões pessoais não refletem as diretrizes pedagógicas sobre o assunto…

Nossas diretrizes atuais convergem pela melhoria do ensino público cortando verbas desnecessárias…*

Em nota à nota do MEC o Sindicato dos  Profissionais da Educação informam:

O MEC está pouco se importando com a qualidade do ensino, estes reacionários só querem mesmo é privatizar o ensino público…*

Afff! Voltando ao assunto…

A cola no ensino regular não acho ser uma questão preocupante. Ouço com muita frequência, de gente bem posicionada na vida que em algum momento já fez uma “colinha” e nem por isso são profissionais ruins, pelo contrário.

Eu nunca colei, talvez por medo ou porque não precisava, sempre tirei boas notas enquanto estudava. Tinha muita facilidade em aprender com o professor no quadro negro, raramente precisava escrever em sala de aula. Obviamente que rolava uma pressão pra dar cola, porém Dona Noêmia sempre me colocava na primeira fileira em frente à sua mesa, o que me permitia sair pela tangente sempre que rolava uma pressão pra fazer uma cola. Minha experiência dentro de sala de aula foi mais curta que da maioria pois saí da oitava série direto pra faculdade e aí sim não colo mesmo.

Acho eu que até o ensino médio, colar não vai mudar o caráter e a qualidade de conhecimento do indivíduo. O que devemos parar para refletir é se no profissionalizante ou faculdade faz algum sentindo colar, afinal de contas, fraudar em uma prova de uma matéria essencial para sua formação profissional é no mínimo falta de bom senso.

Porque alguém iria gastar anos de sua vida estudando para ser um profissional medíocre.

Pular etapas de um curso que no futuro será seu ganha pão? Pra quê?

Imagina um engenheiro que não sabe cálculo? A história nunca o perdoará por um prédio que cair.

*Este artigo retrata as entidades aqui mencionadas de forma humorada afim de construir uma crítica construtiva, não representando suas reais opiniões sobre qualquer assunto abordado nestas linhas.