Saindo do hospício


O fim desta história são de detalhes.

As testemunhas.

Duas pessoas com a qual convivia, amáveis e tranquilas, pelo menos comigo, todavia possuem algumas rugas entre elas, da qual não sei e não me interessa, mas estavam lá na sala de espera sem se falarem, mas, tinha um objetivo em comum, me ajudar.

Os advogados.

Tanto  a minha defesa, quanto ao da outra parte me deram a nítida impressão de que somos um produto. “Falta deus no coração”, como dizia um conhecido aleatório.

A juíza.

Certa vez um advogado me alertou para o contato com os meritíssimos. “Cuidado ao se dirigir ao juiz, são dois tipos conhecidos: Uns se acham deuses os outros, já são.

Os médicos.

A primeira que atendeu neste fatídico dia, pediu pra mim relatar o ocorrido que me levou para aquela emergência.Me estranhou o fato que quando comecei a contar, ela pedia inúmeras vezes para esperar ela escrever o relato. Uma residente.

O outro médico chamado muito atencioso, pediu o mesmo. Diga o que aconteceu.

Finalizado o relato, novamente, este médico perguntou o que eu queria exatamente.

Eu tinha duas opções doutor, uma delas era vir aqui, a outra…

Enfim, fui internado temporariamente.

Os enfermeiros.

A minha impressão, durante as cinco horas naquele hospital e a de que seja profissionalmente, ou pela motivação, sei lá, foram amáveis e me trataram muito bem.

Os pacientes.

Vi muitos esteriótipos, apesar de estar numa ala psiquiátrica, se não soubesse, poderia muito bem cruzar com estas pessoas na rua e nem as perceberia.

As pessoas não me surpreendem mais, entretanto…

Comida de hospital.

Nunca tinha ficado tanto tempo em um hospital para merecer uma alimentação.

Como muitos falam, realmente, é muito ruim.