Residências Terapêuticas

 

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O Serviço Residencial Terapêutico (SRT) – ou residência terapêutica ou simplesmente “moradia” – são casas localizadas no espaço urbano, constituídas para responder às necessidades de moradia de pessoas moradoras de transtornos mentais graves, institucionalizadas ou não.

Este projeto considera a singularidade de cada um dos moradores, e não apenas projetos e ações baseadas no coletivo de moradores. O acompanhamento a um morador deve prosseguir, mesmo que ele mude de endereço ou eventualmente seja hospitalizado.

O processo de reabilitação psicossocial busca de modo especial a inserção do usuário na rede de serviços, organizações e relações sociais da comunidade. Ou seja, a inserção em um SRT é o início de longo processo de reabilitação que busca a progressiva inclusão social do morador.

A questão central do SRT enquanto modelo de atenção psicossocial é a moradia e o viver em sociedade. Assim, tais residências não são precisamente serviços de saúde, mas espaços de habitação, que  possibilitam à pessoa em sofrimentos mental o retorno, ou até mesmo início, à vida social, usufruindo de um espaço que seja seu por direito, não transformando-o em um local de tratamento, clínica, ou até mesmo de exclusão, contenção ou enclausuramento. É um espaço de reconstrução de laços sociais e afetivos para aqueles cujas vidas encontravam-se confinadas ao universo hospitalar.

Eu vi um destes lugares e pude sentir o quão é importante para os residentes esta, vamos dizer, acolhida da sociedade.

Se tiver a oportunidade de visitar uma destas residências, garanto que tua vida não será a mesma.

 

O texto de onde veio a inspiração para este artigo vem da lei de Politica Nacional de Saúde Mental e as fotos de uma das casas que o Caps AD II de Guaianases, São Paulo-SP estão acompanhando.

Obs.:

Nenhum residente foi colocado neste artigo visando sua privacidade.